Mestrado (PPGREAB) - CCBS
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Item Avaliação do controle de tronco em lactentes típicos por meio da cinemetria e acelerometria: elaboração e validação de constructo de um modelo biomecânico integrado(Universidade do Estado do Pará, 2026) MOREIRA, Lana Paula Cardoso; SOUZA, Givago da Silva ; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; PONTES, Lucieny da Silva ; http://lattes.cnpq.br/6941268755764527; https://orcid.org/0000-0003-1235-8598O desenvolvimento do controle de tronco em lactentes é um processo dinâmico, segmentar e não linear, fundamental para a aquisição de marcos motores independentes. Embora a cinemetria seja considerada o padrão-ouro para análise biomecânica, o uso de unidades de medida inerciais (IMUs) integradas a dispositivos como smartphones surge como uma alternativa inovadora, acessível e ecologicamente válida para a avaliação quantitativa em contextos clínicos e comunitários. Objetivo: Desenvolver um protocolo biomecânico exploratório para quantificar o controle reativo do tronco em lactentes típicos e analisar a concordância entre as medidas de tempo de resposta obtidas por acelerometria de smartphone e cinemetria optoeletrônica. Métodos: Estudo metodológico, quantitativo, com delineamento observacional analítico, conduzido com 16 lactentes típicos, com idade entre 4 a 9 meses. O protocolo foi desenvolvido com base na Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo), com aplicação de perturbações externas padronizadas nos níveis axilar e pélvico. O tempo de resposta reativa foi capturado simultaneamente por um sistema de cinemetria 3D e pela acelerometria em um smartphone acoplado ao tórax (Samsung Galaxy A10; aplicativo Momentum®). A análise estatística incluiu o teste de Shapiro-Wilk para a verificação da normalidade dos dados, correlação de Pearson para a análise da correlação entre os métodos, Erro Absoluto Médio (MAE) e análise de Bland-Altman para a avaliação da concordância entre os sistemas de mensuração. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre as médias dos dois métodos em nenhuma das condições avaliadas (p > 0,05), indicando ausência de viés sistemático. A acelerometria demonstrou alta precisão clínica no nível axilar (MAE < 0,07s). Ambos os instrumentos foram sensíveis para detectar a precedência temporal do nível axilar em relação ao pélvico (p < 0,001), corroborando o padrão de desenvolvimento maturacional céfalo-caudal. Conclusão: O nível pélvico apresentou erros absolutos mais elevados em relação ao axilar, sinalizando a necessidade de refinamento do protocolo de filtragem de sinal para esse segmento em estudos futuros. A acelerometria por smartphone apresentou concordância satisfatória com a cinemetria para a mensuração do tempo de resposta reativa, demonstrando potencial como uma ferramenta objetiva e de baixo custo para a avaliação do desenvolvimento postural infantil.;Trunk control development in infants is a dynamic, segmental, and non-linear process, which is fundamental for the acquisition of independent motor milestones. Although kinematics is considered the gold standard for biomechanical analysis, the use of inertial measurement units (IMUs) integrated into devices such as smartphones emerges as an innovative, accessible, and ecologically valid alternative for quantitative assessment in clinical and community contexts. Objective: To develop an exploratory biomechanical protocol to quantify reactive trunk control in typically developing infants and to analyze the agreement between response time measurements obtained by smartphone accelerometry and optoelectronic kinematics. Methods: This is a methodological, quantitative study with an analytical observational design, conducted with 16 typically developing infants aged between 4 and 9 months. The protocol was developed based on the Segmental Assessment of Trunk Control (SATCo), applying standardized external perturbations at the axillary and pelvic levels. The reactive response time was captured simultaneously by a 3D kinematics system and by accelerometry via a smartphone attached to the thorax (Samsung Galaxy A10; Momentum® application). Statistical analysis included the Shapiro-Wilk test to verify data normality, Pearson's correlation to analyze the correlation between methods, Mean Absolute Error (MAE), and Bland-Altman analysis to evaluate the agreement between the measurement systems. Results: There was no statistically significant difference between the means of the two methods in any of the evaluated conditions (𝑝 > 0.05), indicating the absence of systematic bias. Accelerometry demonstrated high clinical accuracy at the axillary level (MAE < 0.07s). Both instruments were sensitive in detecting the temporal precedence of the axillary level relative to the pelvic level (𝑝 < 0.001), corroborating the cephalo-caudal maturational development pattern. Conclusion: The pelvic level presented higher absolute errors compared to the axillary level, signaling the need to refine the signal filtering protocol for this segment in future studies. Smartphone accelerometry showed satisfactory agreement with kinematics for measuring reactive response time, demonstrating potential as an objective and low-cost tool for the assessment of infant postural development.Item Maturação do controle segmentar de tronco e do equilíbrio reativo em lactentes sentados : análise acelerométrica(Universidade do Estado do Pará, 2026) SOUZA, Luciane Gisele Olimpio de; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; PONTES, Lucieny da Silva; http://lattes.cnpq.br/6941268755764527; https://orcid.org/0000-0003-1235-8598O controle postural se desenvolve de forma progressiva e não linear, dependente da integração multissistêmica de aferências sensoriais, respostas musculares e ajustes antecipatórios. A aquisição da sedestação independente é um marco motor crítico para a aquisição de habilidades motoras subsequentes, como a coordenação motora fina e a marcha. Apesar de sua ampla utilização na prática clínica e em pesquisas, as escalas de avaliação motora convencionais apresentam restrições para detectar déficits sutis no controle postural de tronco na postura sentada, principalmente em população de risco. O avanço das tecnologias portáteis e a incorporação de sensores inerciais têm democratizado a avaliação de distúrbios do movimento humano, permitindo aferir de forma mais objetiva as variáveis cinemáticas do controle postural, particularmente em lactentes, apresentando-se como alternativa promissora para ampliar a precisão diagnóstica e fundamentar decisões clínicas baseadas em evidências. Objetivo: Analisar e comparar o tempo das respostas motoras reativas na postura sentada frente a perturbações externas padronizadas em lactentes típicos e a termo, por meio da acelerometria, em diferentes faixas etárias. Métodos: Estudo observacional, transversal analítico com 28 lactentes, divididos em dois grupos etários: G1 - 4–6 meses de idade (n = 14) e G2 - 7–9 meses de idade (n = 14). Foram analisados o tempo de resposta reativa frente a perturbações externas controladas na postura sentada, segundo o tipo de movimento (passivo e reativo), os segmentos (axilar e pélvico) e direções (esquerda e direita). As análises do tempo de deslocamento foram realizadas, por meio de um sensor inercial acoplado a smartphone. A análise estatística incluiu testes t pareados e independentes, além de análise de variância mista (ANOVA), com nível de significância de 5% e cálculo do tamanho de efeito (η²p). Resultados: No G1, as respostas reativas foram mais rápidas que as passivas e ocorreram apenas no segmento pélvico, enquanto no G2 essas respostas se distribuíram também pelo segmento axilar, sugerindo progressiva maturação do controle postural. A análise multivariada evidenciou influência significativa do tipo de movimento, segmento corporal e lateralidade nos tempos de resposta, com maior efeito para segmento corporal (η²p = 0,115). Conclusão: O controle postural de lactentes com idade entre 4 e 9 meses é progressivo, segmentar e assimétrico e o tempo de respostas reativas parecem ser diferentes quando analisados os segmentos axilar e pélvico. A combinação de escalas observacionais com acelerometria por smartphone, mostrou-se válida e acessível para quantificar o controle reativo de tronco, contribuindo para o rastreamento precoce de atrasos motores. Como limitações, destacam-se o tamanho amostral reduzido e a ausência de mensuração objetiva da força aplicada nas perturbações.;Postural control develops progressively and nonlinearly, depending on the multisystem integration of sensory inputs, muscular responses, and anticipatory adjustments. The acquisition of independent sitting is a critical motor milestone for the development of subsequent motor skills, such as fine motor coordination and walking. Despite their widespread use in clinical practice and research, conventional motor assessment scales have limitations in detecting subtle deficits in trunk postural control during sitting, particularly in at-risk populations. Advances in portable technologies and the incorporation of inertial sensors have expanded access to the assessment of human movement disorders, enabling more objective measurement of kinematic variables related to postural control, particularly in infants, and representing a promising alternative for improving diagnostic accuracy and supporting evidence-based clinical decisionmaking. Objective: To analyze and compare the response time of reactive motor responses during sitting in response to standardized external perturbations in typically developing, full-term infants, using accelerometry across different age groups. Methods: This was an observational, crosssectional analytical study involving 28 infants, divided into two age groups: G1, 4–6 months (n = 14), and G2, 7–9 months (n = 14). Reactive response time to controlled external perturbations during sitting was analyzed according to movement type (passive and reactive), body segment (axillary and pelvic), and direction (left and right). Displacement time was assessed using an inertial sensor coupled to a smartphone. Statistical analyses included paired and independent samples t-tests, as well as mixed-design analysis of variance (ANOVA), with a significance level of 5% and effect size estimation using partial eta squared (η²p). Results: In G1, reactive responses were faster than passive responses and occurred exclusively at the pelvic segment, whereas in G2, reactive responses were also observed at the axillary segment, suggesting progressive maturation of postural control. Multivariate analysis demonstrated a significant influence of movement type, body segment, and laterality on response times, with the greatest effect observed for body segment (η²p = 0.115). Conclusion: Postural control in infants aged 4–9 months is rogressive, segmental, and asymmetric, and reactive response times appear to differ according to the axillary and pelvic segments analyzed. The combination of observational scales and smartphone-based accelerometry proved to be a valid and accessible approach for quantifying reactive trunk control, potentially contributing to the early screening of motor delays. The main limitations were the small sample size and the lack of objective measurement of the force applied during perturbations.